Meu amorinho

No último sábado, fiz uma nova tatuagem. O caçula dos meus riscos é uma homenagem ao anjo da guarda que conviveu conosco por 50 anos e que perdemos no dia 10 de janeiro. A Jú foi uma terceira avó, até mais do que isso. Ajudou a criar minha mãe e minha tia, depois a mim e meus irmãos. Literalmente, a melhor pessoa que já conheci. Ainda é difícil acreditar que não podemos mais abraçar a senhorinha miúda que nos transmitia tanto carinho.

Era durante esse abraço que a Jú nos chamava de “meu amorinho”. Ela possuía expressões tão dela que foi difícil escolher uma para demonstrar sua importância em minha vida. Minha irmã sugeriu que fosse essa. De fato, era perfeita: é no diminutivo, fica uma coisa querida, como a Jú, mas fala de amor. Como a Jú.

Essa é minha décima tatuagem. Décima primeira se contar uma que cobri. Não acho que uma tattoo tenha que ter um significado profundo, mas casualmente todas as que possuo são muito significativas pra mim. Mesmo a que acabei cobrindo. Falam de fé, família, medos, desejos, amores. Nunca me arrependi de ter feito alguma delas.

Gosto esteticamente de tatuagens. Mas a parte mais legal é poder lembrar a todo o momento porque ela está ali. É contar uma história importante para mim a cada vez que perguntam “por que tu tatuou isso?”. Sinto um orgulho imenso de todas, das mais bonitas às mais, digamos, controversas (alô, Porco! <3)

Minhas tatuagens entregam quem eu sou, quem eu amo, no que acredito. Há quem escreva, quem ilustre, quem atue. Eu me tatuo.

 

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